O cenário hodierno, envolto de inúmeros avanços tecnológicos, nos leva a imaginar a humanidade como um grupo livre de amarras, visto os patamares que alcançou em um curto espaço de tempo. Entretanto, o contrário é visto em meio os debates vez ou outra ocorridos entre a comunidade.
No fundo, é perceptível que o ser humano não passa de um objeto, o que é irônico, tendo em vista a posição de superioridade a tais "objetos" que o ser humano costuma se posicionar. Mas, como dito, somos objetos, objetos da sociedade e das tecnologias que a nossa própria espécie inventou. É importante ressaltar que, mesmo que tenha amplificado a alienação do ser humano em relação ao seu redor, o universo virtual apenas encontrou um novo modo de se aproveitar das brechas do subconsciente humano, para assim tornar esse ser vivo em um objeto. Ademais, a partir disso, são implantados valores, variados de acordo com a bolha social que cada um se encontra, e, portanto, essa parcialidade formada por tais valores torna mais complicado ainda do homem se desamarrar de concepções muitas vezes prejudiciais. Dessa forma, a sociedade se enrijece em suas próprias visões parciais do ambiente, e permanece em estado de "semi-objeto", enquanto se imaginam como almas livres.
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