Os primeiros 3 capítulos do livro "Caixa preta" introduzem a ideia de que o homem, na maioria das vezes, se faz de refém das suas próprias criações, e cita de exemplo as imagens, desde figurativas até às técnicas, e, a partir disso, demonstra o quanto, mesmo tentando, o ser humano não consegue concretizar seus modos de expressão. É possível notar a falha na concretização da expressividade humana pelos trechos "Ao inventar a escrita, o homem se afastou ainda mais do mundo concreto" e "A aparente objetividade das imagens técnicas é ilusória, pois na realidade são tão simbólicas como todas as imagens". Seguindo a leitura do livro, após citar a invenção da escrita e das expectativas ilusórias sobre ela, vemos que essa nova tecnologia é divide a sociedade ocidental em 3 grupos: os que acessam a imaginação marginalizada pela sociedade, o pensamento conceitual hermético e o pensamento conceitual barato. E, por a sociedade estar dividida, surgem as imagens técnicas, com a meta de figurar a escrita para todos os 3 grupos, e que, percebe-se pelo livro, não é alcançada, já que as imagens técnicas "são tão simbólicas como todas as imagens" e se passam despercebidas por quem lê. Por fim, no 3º capítulo, a obra traz à tona a relação do aparelho (caixa preta) com o usuário (fotógrafo) e por meio de comparações, chega à conclusão de que a relação homem-objeto que é estabelecida nessa situação se diferencia de outras, pois o fotógrafo não se deixa ser controlado pela caixa preta, e sim se imerge em seu aparelho para utilizar de todas as suas potencialidades, como expressa na frase "Na procura de potencialidades escondidas no programa do aparelho, o fotógrafo nele se perde".
PERFORMANCE Mariana Costa Eveli Gomes Victor Hugo Théo Bizarri Francisco Ruiz Marina Almeida Anna Luiza Fernandes
Comments
Post a Comment