NOSSO PROGRAMA
O primeiro texto lido na última aula traz à tona diversos conceitos, dentre eles, a imagem programática, finalística e causalística. A primeira Flusser descreve como "extrapolação ingênuas de situação concreta", aponta a segunda como uma imagem predestinada e a terceira como uma imagem a-política, a-ética e mecanicista, excluindo, em seus extremos, a possibilidade de liberdade. O autor diferencia essas três concepções em variados âmbitos do estudo humano, como a cosmologia, antropologia e etologia; após essa diferenciação, chega a uma conclusão, de que "se estendermos a imagem programática a outros campos, verificaremos em toda parte que os modelos todos são da mesma espécie", essa espécie citada são os programas, no qual o acaso vira uma necessidade (algo já apontado em sua obra "A Filosofia da Caixa Preta"). E, de acordo com o autor, para vencermos o paradoxo da liberdade-programa, é preciso assumir o absurdo, visto que "a visão programática é a visão do absurdo", e finaliza afirmando que a liberdade só será possível se o ser humano jogar o jogo do absurdo com os aparelhos.
IMAGEM COM COMPUTADOR
A outra obra de Flusser que foi debatida em sala de aula começa seus pensamentos ao apontar que o valor do aparelho atual se deslocou do bruto (hardware) pro mole (software), logo, não mais quem possui os aparelhos está no estado de dominação, mas sim quem possui o conhecimento tecnológico para aproveitar o software. Assim como nas obras anteriormente discutidas, o ponto de que o acaso vira necessidade retorna em "Imagem com Computador", e o autor cita que "nossa liberdade se limitará a permutarmos os programas que nos dirigem", então não há mais poder de escolha, ou melhor dizendo, o poder de escolha é uma miragem. Ademais, é mostrado que, por mais que queiramos mudar o algoritmo dos aparelhos em função de não os dar tanta força sob o ser humano, quanto mais há um esforço para romper essa dominação, mais os aparelhos se aperfeiçoam. Por fim, Flusser comenta sobre a arte com o computador, e diz que apesar de parecer inocente, ela "se revela, se observada de perto, germe de niva sociedade e de novo homem".
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